

Esses Dias da Enferma e do Enfermo expõem o chorume da despavimentação da Rodovia AL-485 [ou da "Rodovia Dona Rosinha", como está sendo chamada a referida rodovia estadual], no trecho Feira Grande-São Sebastião-Feira Grande.
O chorume também expõe a vergonha alheia nas pessoas de 2-ex-prefeitos, 2 prefeitos, 2 deputados, um estadual, que quer ser reeleito, e outro nacional, que quer virar senador, parlamentares do Município São Sebastião, além de pessoas subordinadas à conivência da enganação da empobrecida população desta região Agreste alagoano.
Ó céus!
Que quer isto!? Em pleno tempos nos quais desejamos momentos melhores e vida digna para todas, todos e todes.
Natal.
São anos, Velho e Novo.
Como vossas excelências e vossas senhorias irão inaugurar uma suposta rodovia estadual, cuja obra deveria ter terminado em 14-10-2025, como há muito falado e publicizado, apesar de os silêncios costumeiros, em mais 3, 4 ou 5 meses?
A ainda suposta obra teve custo inicial de cerca de R$32 milhões de reais, conforme colocado nas placas da referida obra.

Foto - Riacho da Mumbaça, onde a ponte antiga foi destruída e ao lado construída uma precária passagem molhada, que "logo a água vai levar" diz um dos moradores da proximidade. Pelas placas, aqui já deveria haver uma ponte, no valor de quase R$9 milhões de reais, em númmeros redondos.
Logo que os malfeitos foram tornados públicos, 2 placas acrescentaram mais cerca de R$16 milhões à obra de já quase R$32 milhões, referentes à 2 pontes, também conforme placas, postas na obra de cada uma delas. Porém, ambas ainda só nos "buracos". Uma no Riacho Perucaba, em São Sebastião, no povoado Poço Dantas, e outra no Riacho Mumbaça, em Feira Grande, no povoado Traíras.
Assim, a obra da "Rodovia Dona Rosinha" já totaliza um custoso montante de cerca de R$50 milhões, por uma obra ainda inexiste, pois lamentavelmente paralisada, inacabada, abandonada, sob alguns aspectos etc..
As 2 pontes são nos riachos Perucaba e Mumbaça, além da malfeita Passagem Molhada, em uma rodovia, no Córrego Cariri, em Feira Grande, na ladeira do Abílio Rocha. Esta, porém, está sem o especificado valor da obra.
Os montantes citados são pagos pelas empobrecidas populações daqui, dali, d’acola e até d'além mar, via pagamentos de tributos diversos?
Foto3 - Todavia, as deficientes ou manipuladoras ou as desinformantes cercas de 19 placas ao longo da mencionada Rodovia não dizem quem são os responsáveis políticos pelos pagamentos dos altos gastos e até mesmo quem são os responsáveis técnicos pelas obras. Os poucos trabalhadores na obra não querem dar informações sobre detalhes da mesma. Sem insistências, compreende-se a não manifestação de cada um deles.
Construtoras, engenheiros, origem dos dinheiros, qualidades das obras, fiscalizações, editais de concorrência etc.? Não estão claramente informados. Em placas citaram o Governo Federal, a Codevasf, que estaria envolvida em diversas irregulares obras. 2 delas, em São Sebastião. Uma nessa despavimentada mencionada Rodovia e outra, que é a ponte sob o Riacho Perucaba, entre os povoados Malhada da Onça e Belisca Pau.
Foto4 - E isto sem citar-se a não quantificada, ou desavaliada, obra da irregular ‘Passagem Molhada’, sob o Córrego Cariri.
Aliás, esta obra da Passagem Molhada estava paralisada. Mas foi feita às pressas, após publicizações da situação dela em redes sociais e em blogues [ https://fcopal.blogspot.com/2025/11/cariri-cuidado-armadilha-pode-lhes.html e https://fcopal.blogspot.com/2025/12/cariri-parte-02-desvio-de-armadilha_11.html].
Ademais, tem sua observável desqualidade e a sua própria espécie bastante questionada, por muitas pessoas que por lá transitam.
Uma ‘passagem molhada’ é um equipamento - ou ‘ponte’ - adequado – uma obra-equipamento aconselhável - para uma rodovia intermunicipal que mesmo despavimentada já tem bastante tráfego, pois atende a diversos povoados nos 2 municípios e até de outros municípios, pois encurta bastente diversos percursos?
E que quando a pavimentação da Rodovia sair do mundo das ideias? Uma há décadas sonhada e prometida pavimentação receberá muito mais trânsito, já que poderá interligar e diminuirá as distâncias entre cerca 10 municípios?
Eis questionamentos ouvidos, durante uma das 7ª "Vistoria Popular": “Passagem Molhada em uma rodovia, é muito estranho, não?”; “As águas logo carregaram(sic) esses bueiros e as pessoas ficaram(sic) isoladas” etc.. Alguém participante da própria Vistoria Popular indaga: “Quem são as pessoas responsáveis por isso?”
Por conseguinte, todas perguntas do escrito acima são dirigidas aos responsáveis: políticos, técnicos, financeiros, fiscalizadores etc. da retrorreferida paralisada e inacabada obra de asfaltamento, como das "aparentemente" irregulares pontes e passagem molhada, no dizer de um experiente pedreiro.
Até porque a despavimentada Rodovia Dona Rosinha, apesar dos descasos que sofre das classes políticas, administrativas e legislativas, de São Sebastião e de Feira Grande, há cerca de um século, tantos benefícios traz às pessoas por lá viajantes ou residentes.
As provocantes perguntas públicas também tentam evitar que as empobrecidas e as desprezadas populações continuem a ser enganadas despudoradamente, mormente nesse ano eleitoral, e os milhões de cobiçados reais sofram sumiços ‘sorridentes’ e abrançantes conivências. Como, infelizmente, já ocorrem.
Inclusive de quem deveria estar fiscalizando a real feitura e a qualidade da obra: as pessoas parlamentares, de São Sebastião e de Feira Grande, e deputados estaduais, que pedem votos às margens da Rodovia em todas as eleições.
Contam que há cerca de 25 anos, quando perguntas eram feitas à saudosa Dona Rosinha, quando em sua casa, à margem da Rodovia, iam beber água nos potes lá existentes, no sentido de a Rodovia AL-485 ser asfaltada ela respondia com um aparente alerta às pessoas: “Quem mesmo acredita nisso?" e as pessoas a sorrir.
Postado por Fórum de Controle de Contas Municipais em Alagoas - 14-01-2026, às 23:30:00



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